VIVENDO NA BUSCA PELA PLENITUDE

Todo conhecimento de Deus vem de Deus e é vontade dEle que em Cristo o conheçamos e o façamos conhecido.
Através de mim e de você Ele quer manifestar a todas as nações a fragrância do Seu conhecimento.
Assim, buscar conhecer à Deus não é só uma necessidade humana, mas é o desejo do próprio Deus manifestado naqueles que Ele mesmo escolheu como embaixadores do Seu reino aqui na terra.

Que todos os dias nosso viver nos conduza à esse constante vislumbre do infinito conhecimento de Deus!!!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Graça no ônibus

Hoje pela manhã fui impactado por uma situação atípica, mas onde vi o Senhor me dando uma aula de “Graça” de forma muito clara.
Acordei sem muito tempo a perder, me vesti e fui para o ponto. Consegui atravessar rápido à rua e logo vi o ônibus chegando então dei sinal. Quando o ônibus estava parando me lembrei que ao pegar a carteira eu tinha visto que não tinha dinheiro e percebi que também havia esquecido de pegar algumas moedas da minha latinha para pagar a passagem. Imediato a isso abaixei a mão que faria o ônibus parar e me voltei em direção a minha casa para buscar dinheiro. Nisso o motorista do ônibus quando estava para passar por mim me sinalizou se não eu não iria entrar, uma vez que eu tinha dado sinal para parar e então sinalizei que estava sem dinheiro e mesmo assim ele parou e disse para eu entrar. Aquilo mexeu comigo demais. Primeiro que de praxe nenhum motorista gosta de sequer esperar um pouco no ponto e por vezes vi motorista deixando para trás gente que corre até o ponto, até bate na porta mas eles ignoram e prosseguem. Esse homem foi diferente. Mais do que me esperar, ele avançou com o ônibus até onde eu estava e me perguntou se não iria entrar. Acredito que ele tenha me visto bater a mão no bolso e dado meia-volta em direção contrária, o que me constrangeu ainda mais. Ao entrar no ônibus a expressão dele me dizia “eu te entendo cara, sei que você não está me enrolando”. Fiquei extremamente mexido com aquilo. Sentei antes da catraca e, ao contrário do que pensei, ele não teceu nenhum comentário, prosseguiu dirigindo normalmente. Só então me lembrei que sempre deixo algum dinheiro dentro da mochila e encontrei o suficiente para pagar a passagem. Paguei e fui para parte de trás do ônibus. Chegando próximo do ponto me levantei e fiquei olhando para o retrovisor dele para tentar agradecê-lo novamente antes de descer mas ele não olhou.

Essa situação me falou muito sobre a “graça de Deus”.

1. Deus sabe que “não tenho dinheiro” mas mesmo assim Ele me pergunta se quero “subir”.
2. Tudo que preciso fazer para subir é confessar que “não tenho dinheiro”.
3. Para Deus, agir com graça é natural e Ele não vai ficar me cobrando ou jogando na cara que Ele me deixou “subir”.
4. Qualquer atitude minha em reação a permissão de “subir” sempre será posterior ao ato já consumado.
5. O sentimento de gratidão não é para permitir que eu “suba” novamente sem “ter dinheiro”, mas para que, uma vez agraciado, sempre esteja preparado.
6. O que leva Deus me permitir “subir” é saber que eu não poderia subir por mim mesmo e só Ele tem o poder para me dar esse acesso.

Não sei o nome do motorista e nem lembro do semblante dele para ser sincero, mas sempre que eu falar de “graça” farei menção dele. Que a graça do Senhor o alcance!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Interessado em que?

Eu não sei falar sobre motores de carros, sobre remédios, sobre peixes exóticos, sobre bolsa de valores, sobre a língua chinesa, sobre mitocôndrias...enfim...existem muitos assuntos que ainda que sejam relevantes para uma grande massa de pessoas, por motivos diversos, esses assuntos não me interessam o suficiente para que eu saiba algo além do superficial. Ainda que eu mesmo me pegue às vezes arrazoando que eu preciso me antenar mais sobre informações do mercado em títulos acompanhando os resultados da bolsa ou que eu gostaria de um dia aprender o mandarim, não posso dizer que meu interesse nesses assuntos sejam concretos. A curiosidade até levantou um princípio de interesse, mas nada além disso. Percebi com isso que os meus maiores interesses não são necessariamente aquilo que digo ser por aí. Pare um pouco consigo e se pergunte isso: Em que está meu maior interesse? Tente enunciar os tops. Agora tente atribuir as ações correspondentes que comprovem que seus interesses realmente sejam esses... ... ... Não sei você, mas em algumas coisas que eu diria ser um de meus grandes interesses na vida percebi que na verdade são só curiosidades que tenho mas sem nenhuma ação que comprove meu interesse de fato. Eu enganava a mim mesmo quanto aos meus interesses! Uma das provas de que algo me interessa é eu conseguir falar e argumentar sobre isso naturalmente. Por exemplo, eu tinha comigo que aprender mandarim era um interesse, mas percebi que não passa de uma curiosidade por que nunca nem me passou pela cabeça encontrar um professor ou curso. Em contra-partida assimilei que a língua grega me é um interesse de fato por que em resposta a curiosidade inicial tomei a iniciativa de começar um curso, comprar livros, fazer pesquisas na web. Percebe a diferença?
Diante dessa nova percepção de curiosidade e interesse, me veio o questionamento de por que com tanta freqüência ouço sobre cristãos que dizem não saber falar de Jesus, o Cristo. E a resposta lógica foi: Não é algo interessante para estes!
Para resumir esse pensamento postei no facebook o seguinte:

“Humm...não sabe falar sobre Jesus!?!?.......
Vc sabe falar sobre seu pai, sua mãe, seu irmão?
Vc sabe falar sobre seu professor, amigo de trabalho?
Vc sabe falar sobre seu time, política?
Acho que vc entendeu...se vc se interessa por algo...fica fácil falar sobre!!!!”

A maioria dos espíritas, muçulmanos, hindus e outros grupos religiosos realmente se interessam pelo cerne de suas crenças e demonstram isso com fortes posturas apologéticas, argumentando fundamentalmente sobre seus princípios e origens. Se ao ler essas indagações acabou por se enquadrar como um mero curioso acerca de Cristo, recomendo começar a de fato se interessar por ele. Pedro recomenda a igreja: “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós”(IPe.3.15)
Quando nos interessamos por algo, investimos naquilo.
Quanto você se interessa por Cristo!?

#igrejasocial

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Apartai-vos de mim vós que praticais INIQUIDADE!

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a INIQÜIDADE. Mt.7.21-23
Conforme vamos crescendo na vida espiritual acredito ser comum começarmos admirar aqueles servos e servas de Deus que estão em evidência em seu ministério pelo grande mover de Deus através de suas vidas. É maravilhoso ler e ouvir sobre homens de Deus que alcançaram milhares de vidas pregando o evangelho, outros que foram usados para levarem cura e libertação a outros milhares e esses testemunhos acabam por nos motivar a continuar buscando do Senhor maturidade para também sermos instrumentos em Suas mãos.
Nisso, esse texto de Mateus 7.21-23 sempre me intrigava. É o próprio Senhor Jesus dizendo que muitos desses que fizeram grandes prodígios no Seu Nome, não entrarão na glória eterna. E aqui não está falando de que eles se desviaram e pararam de operar os dons e tampouco essa passagem dá margem para dizer que Jesus os estava chamando de mentirosos quando esses argumentavam quanto a suas obras. A conclusão pela qual os tais não entrarão no reino dos céus é por que eles praticavam iniqüidade. Num primeiro momento a grande maioria de nós entende iniqüidade como pecado. Já ouvi pregações onde iniqüidade era definida como pecado conscientemente repetitivo ou meramente como sinônimo de pecado. Se pegarmos à luz do antigo testamento realmente veremos a ênfase dos vocábulos usados traduzidos como iniqüidade, para injustiça, perversidade, depravação, ofensa. São 09 palavras hebraicas usadas no antigo testamento que quando traduzidas para o português ficaram como iniqüidade ou iníquo (versão Revista e Atualizada de Almeida). Mas no novo testamento só existe um texto onde o vocábulo pode ser traduzido literalmente por pecado que é II Tes.2.3 onde no grego a palavra usada é hamartia. Nesse texto de Mateus a palavra usada é anomia que é a junção da partícula negativa a e a palavra nomos que significa lei. Podemos então traduzi-la como sem lei ou fora da lei. A definição segundo o léxico de Strong diz:

ανομια anomia
1) a condição daquele que não cumpre a lei
1a) porque não conhece a lei
1b) porque transgride a lei
2) desprezo e violação da lei, iniqüidade, maldade

Com exceção desse texto de II Tes.2.3, em todo o novo testamento toda vez que a palavra iniqüidade aparece o vocábulo usado é anomia ou adikia que têm uma definição muito próxima entre si segundo Strong:

αδικια adikia
1) injustiça, de um juiz
2) injustiça de coração e vida
3) uma profunda violação da lei e da justiça, ato de injustiça

Analisando por esse novo prisma percebo que Jesus não estava falando de uma prática deliberada de pecado mas de uma postura de coração. Jesus estava falando da motivação do coração quando aqueles operavam os prodígios.

Como sabemos e o autor da carta aos Hebreus diz: “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas”, Jesus veio como o cumprimento pleno da Lei e quando indagado acerca dela a resumiu no amor. Sendo Jesus quem disse que os anomos ou os adikos não entrariam no reino dos céus, ele estava se referindo ao resumo da lei que ele mesmo havia declarado. Podemos ler assim: Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais estas coisas SEM AMOR.

O perigo está para aqueles que vivem ativos na obra mas têm outras motivações. Seja auto-realização, alcance de status, acumular riquezas. Tenho convicção pela palavra de que Deus tem prazer em abençoar Seus filhos com o melhor desta terra mas a mesma palavra estabelece princípios para isso. “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas.””Deleita-te do Senhor e Ele concederá os desejos do teu coração.””Entrega teu caminho ao Senhor confia nEle e o mais Ele fará”.
Por anos de experiência no meio eclesiástico tenho visto e ouvido de muitos “grandes homens” que operam nos dons mas já não tem mais seu coração nisso. A vida ministerial é só um meio para alcançar seus próprios objetivos. É desse perigo que Jesus está alertando.

Meu querido, se você tem se disposto a servir ao Senhor através de algum serviço ao corpo de Cristo, cuide para que suas motivações não se percam no meio da caminhada. A maioria dos “grandes homens de Deus” começaram pequenos e foram crescendo. E muitos daqueles que hoje vemos que perderam o foco também começaram com a motivação certa.

“Guarda teu coração porque dele procedem as saídas da vida”.

Que Naquele dia o Senhor possa olhar para ti e para mim e dizer: Servo bom e fiel, entra no gozo do Teu Senhor!

Em Cristo,

sábado, 22 de outubro de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Me perguntaram: ONDE ESTÁ O AMOR?

Não é uma pergunta que se houve todo dia, mas me fez pensar um pouco...



O amor só tem uma fonte...onde essa fonte está o amor jorra.


Mas se não bem cuidada essa fonte pode juntar folhas, galhos, sujeiras que impedem a vazão do amor.


Uma fonte não cessa de ter água só por que alguém fechou a vazão...


Sua origem é bem mais profunda...


O amor não é algo que se encontra numa superfície.


É algo que pode ser identificado na superfície, mas tem uma origem bem mais profunda.


O visível é apenas uma parte que não cabe dentro de uma natureza menor.


Quando exposto causa admiração por que não nos é natural.



Relendo essa resposta penso que não respondi exatamente a pergunta de onde o amor está...mas percebo que a impressão que eu tinha, hesitando a princípio quanto a essa pergunta, mudou. Certo...Deus é amor!...mas só saber disso não muda muita coisa. Viver em amor é jorrar sem cessar...



Me ensina Pai!

sábado, 21 de maio de 2011

O melhor amigo, o senhor do cárcere, novos amigos e o juiz

Meu problema são as opções...



Às vezes passa pela minha cabeça de que o melhor seria não ter escolhas. De que simplesmente tudo que eu fizesse já fosse segundo a vontade de Deus. De que eu não pudesse sequer optar por algo que pudesse de alguma forma desagradar a Deus. Grita dentro de mim o anseio de fazer somente a vontade de Deus, mas às vezes tenho a impressão de que esse grito é como um grito de alguém que está preso dentro de uma masmorra fortificada e o único que consegue ouvir alguma coisa, ainda que bem de longe, é o responsável do cárcere. Pensando assim parece que um norte para resolver isso começa a apontar na minha mente. Esse grito dentro de mim é meu próprio espírito que sabe o que é liberdade porque já viveu isso. Ele lembra de tempos onde ele era o melhor amigo do senhor do cárcere, um daqueles amigos influentes e sábios que quando juntos realizavam coisas incríveis e passavam por momentos inesquecíveis. Mas em algum momento o senhor do cárcere tomou o lugar do juiz e começou a reavaliar o peso das faltas daqueles que estavam sob sua responsabilidade. Nisso começou a entender que alguns que estavam presos não eram assim tão perigosos e começando com algumas regalias e liberdades, aos poucos foi dando liberdade aos condenados até permitir que saíssem. Uma vez libertos, como que se tivessem uma dívida de gratidão, se oferecem ao senhor do cárcere com tudo aquilo que outrora haviam sido condenados. Não se vê maldade. Afinal, uma vez que foi o próprio senhor do cárcere quem os re-julgou como dignos de liberdade, não haveria mal em desfrutar de alguns presentes de gratidão. Percebe-se que com isso o melhor amigo acaba ficando em segundo plano. No mesmo lugar de encontro de sempre o melhor amigo sempre estava, mas o senhor do cárcere andava muito ocupado com os novos amigos que fez e já não sentia falta dos encontros com o melhor amigo. Na verdade eles nunca formalizaram um formato ou horário para os encontros, não se cobrava um ao outro, era natural. Mas os novos amigos tomavam muito tempo. Sempre davam e pediam. Passado um tempo o senhor do cárcere teve alguns problemas e dúvidas e seus novos amigos não puderam o ajudar e então procurou seu melhor amigo. Como sempre, o melhor amigo o atendeu prontamente e conforme pedido deu alguns conselhos. Mas isso não fez o senhor do cárcere re-pensar seu descaso. Ele já estava acostumado em só buscar ser saciado quando tem vontade e ter que dar algo quando algum de seus novos amigos pedirem. Só que ele não lembrava é que entre ele e seu melhor amigo nunca foi necessário se pedir nada. Um completar o outro era natural. Passado o tempo o senhor do cárcere começou a querer mais e mais dos seus novos amigos e em contra-partida estes começaram a pedir mais também. Partindo dessa dependência gerada, os conselhos do melhor amigo pareciam aparecer como flashes na mente e ao contrário do que era antes, isso começa incomodar. Os conselhos em geral têm princípios que vão contra aquele relacionamento com seus novos amigos e ao invés de virem como soluções e refrigério agora soam como ofensivos e egoístas. Até que um dia o senhor do cárcere vê seus novos amigos levando alguém para dentro do cárcere. Um deles já tinha suas chaves porque já tinha recebido em troca de algo, e tranca alguém lá dentro. Ao questionar sobre quem era, os novos amigos só disseram que era alguém que não tinha nada a ver com eles e por isso estava lá. E se passou um tempo. Todos os dias o senhor do cárcere colocava um prato com alimento por debaixo das portas. Eram comuns os gritos, afinal todos queriam a liberdade. Seus novos amigos já não o presenteavam tanto e mais pediam do que davam. Mas um pouco de tempo e o senhor do cárcere foi procurar seu melhor amigo. Não o encontrou. Pensou consigo mesmo que alguém que se dizia melhor amigo não sumiria assim sem falar nada e mais uma vez julgou por si mesmo que tinha razão em não dar ouvidos aos seus conselhos. Os presentes dos novos amigos já não eram mais empolgantes. As conversas informais, o simples estar junto nunca tinham sido parte desses relacionamentos. Mas era tudo que tinha uma vez que seu melhor amigo simplesmente o abandonara. Certa madrugada enquanto sozinho esperava pelo raiar do sol da manhã, aqueles gritos de liberdade começam a ressoar. Mas um especial o chamou à atenção e começou a seguir os gritos ate que chegou em frente a uma das celas. Era aquela onde seus novos amigos haviam colocado alguém diferente deles. A porta era muito grande, grossa e pesada. A única forma de se comunicar com quem está dentro é se prostrando e falando por aquela brecha onde se coloca o prato. O senhor do cárcere pergunta quem era. Qual surpresa foi ao ouvir a voz do seu melhor amigo. Naquele momento ele procura suas chaves e não encontra. Lembra-se que havia dado em troca de algum dos presentes que seus novos amigos tinha lhe dado. Ali prostrado faz juras de liberdade ao seu melhor amigo dizendo que vai trazê-lo para fora e tenta pegar em sua mão pela fresta, mas não consegue. Saindo de lá vai atrás de seus novos amigos. Ele não se lembra para quem foi que deu as chaves e tem que procurar em cada um deles até que encontra a quem tinha dado. Mas havia um problema. Esse amigo havia vendido as chaves num ourives por um grande dinheiro. O senhor do cárcere não sabia que as chaves eram de ouro puro, de valor muito alto. Voltando ao seu melhor amigo conta o que aconteceu, falando da dificuldade. O melhor amigo pergunta para ele sobre sua função como senhor do cárcere e disse que o único responsável por manter os presos no cárcere era ele mesmo. As chaves eram suas, disse o melhor amigo, e é responsabilidade sua tê-las em seu domínio e se eu tiver que ficar preso é só porque você não tem as chaves como deveria ter. Um tanto chateado com as duras palavras que ouviu o senhor do cárcere sai tentar negociar com o ourives suas chaves. O ourives que não tem nada a ver com a história não se comove com a história e diz o mesmo que o melhor amigo havia dito quanto a responsabilidade que deveria ter com essas chaves e chama sua atenção por não ter o conhecimento do valor que essas chaves tinham. No fim da conversa o ourives ainda dá um desconto mas o valor ainda continua muito alto. No caminho de volta passa por seus novos amigos. Pede ajuda mas como ele não tem mais nada a oferecer não lhe dão muita atenção. Voltando-se ao cárcere se prostra à porta, chama por seu melhor amigo e pede conselhos para como conseguir as chaves novamente. Ao contrário do novos amigos ele, sem pedir nada em troca, começa a pensar e o aconselha a ir até o juiz que havia condenado seus novos amigos e explicar o que aconteceu. O juiz tem o poder de reaver as chaves, seja por ordem ou até mesmo a comprando. O senhor do cárcere não achou uma boa idéia. Nisso havia percebido o quão negligente havia sido em por conta própria ter libertado aqueles a quem, segundo a lei, o juiz havia condenado e temeu em procurar o juiz. Ficou alguns dias sem ir até a cela do melhor amigo porque sabia que seria questionado quanto a conversa com o juiz que ele ainda na tinha tido coragem de ter. O juiz pode me lançar preso, ele pensava. Mais alguns dias se passaram e o senhor do cárcere resolveu passar pelo setor onde seu melhor amigo estava e começou ouvir os gritos pela liberdade novamente. Sem muita opção se prostra novamente e fala ao melhor amigo do que se passava em sua mente quanto a reação do juiz. Após ouvi-lo o melhor amigo rindo diz para ele não se preocupar. Ele conta que o juiz é muito sensato e para ajudar o conhece muito bem, há tempos eles moravam juntos. Disse também que não precisava se preocupar que caso não conseguisse se explicar deixasse que ele mesmo intercederia a favor dessa situação. De posse dessa nova situação o senhor do cárcere toma coragem e vai até o juiz. Meio sem saber por onde começar, vai soltando um monte de frases dispersas sobre os acontecidos. Depois de falar um monte de coisas o senhor do cárcere pára e olha para o juiz esperando por uma resposta. Pegando um livro na mesa o juiz abre e mostra ao senhor do cárcere uma folha com título de “atribuições do cargo de senhor do cárcere”. No topo da lista estava a seguinte: “A guarda das chaves do cárcere deverá ser constante e de inteira propriedade e responsabilidade do senhor do cárcere porque a segurança de vidas fora do cárcere não podem ser colocada em risco”. Ao ouvir isso o senhor do cárcere pensou até em fugir da frente do juiz. O juiz continuou e disse que não podia exigir que o ourives devolvesse as chaves e que elas realmente teriam que ser compradas. Então o juiz propôs uma segunda chance. O juiz disse que tinha um crédito junto do ourives referente há um tesouro, herança, que há tempos estava em depósito lá e que esse crédito poderia ser utilizado para resgate das chaves. Mas impôs a condição de todos os dias o senhor do cárcere apresentar as chaves diante do juiz e também em retornar os condenados à suas celas. Na hora o senhor do cárcere imaginou em como seria difícil colocar seus novos amigos de volta no cárcere mas mesmo assim escolheu aceitar a proposta. Saindo da sala o juiz chamou atenção a mais um detalhe. Quando o senhor do cárcere chegasse ao ourives era para mencionar que o crédito estava nome do filho do juiz porque esse tinha dado uma procuração para que seu primogênito administrasse suas propriedades nessa cidade. Chegando ao ourives e usando o nome do filho do juiz imediatamente teve suas chaves de volta. E a primeira coisa que fez foi lá libertar seu melhor amigo. Ao abrir aquela pesada porta, meio receoso a reação do melhor amigo, ficou meio afastado. Um tanto fraco, sujo e cansado o melhor amigo sai da cela e como que em um salto, num misto de riso e choro, dá um forte abraço no senhor do cárcere. Nisso ele lembra do combinado com o juiz de colocar os condenados de volta na cela. Agora com os conselhos do melhor amigo de volta, em pouco tempo consegue colocar os condenados de volta presos. Infelizmente muita coisa daquilo que havia perdido com os condenados não pôde ser resgatado. Desse dia em diante, todos os dias o senhor do cárcere tem apresentado as chaves diante do juiz e sem remorso algum retomou seu relacionamento com seu melhor amigo.


(ainda vou terminar aqui...mas acho que já deu pra entender um pouco)

quarta-feira, 23 de março de 2011

"Desespiritualizando" externamente...

Tenho vivido dias de crescimento aqui.
Dias nos quais tenho aprendido que o importante não é ter uma vida espiritualizada.
Como disse Antoine De Saint-exupery: "O essencial é invisível aos olhos".
Entendo em ter uma vida espiritualizada como uma espécie de ritmo "evangélico" que adotamos como padrão de vida.
Frequentamos igrejas, participamos de grupos de música, de dança, fazemos visitas a hospitais, asilos, entregamos ofertas, dízimos,
nossos vizinhos, colegas de trabalho e de estudo sabem que somos "crentes" e tudo isso de alguma forma nos traz a falsa impressão de que estamos "em dia" com nosso relacionamento com Deus. Mas será mesmo?
Se pararmos e formos bem sinceros com a gente mesmo a maioria (senão todos) confessarão que no fundo, no fundo sabem que não tem vivido como poderiam e deveriam de acordo com aquilo que já ouviu da palavra...e as desculpas são as mais variadas....mas a maior e mais comum causa disso é a de que somos influenciados pelo que vemos quando deveríamos agir pelo que cremos.
Os maus exemplos e nossos próprios deslizes nos fazem perder o ritmo na busca por um relacionamento mais profundo com Deus.
Nesses momentos de conflitos, ao invés de recorrermos a Palavra, nos intensificarmos em oração e consagração na maioria das vezes escolhemos por desanimarmos e nos conformarmos com um padrão inferior de "vida cristã". Com o tempo, (e isso nunca é de uma hora para outra) o desanimo, às vezes até inconsciente, vai minando as forças e em pequenas porções vai limitando nosso agir em fé. Paramos de pensar na vida como uma realidade espiritual. Voltamos a viver só na dimensão do natural onde o que prevalece são as circunstâncias e o que os olhos conseguem ver. Não é para ser assim e não é para ser normal. Para perceber melhor esse desvio de fé (ISSO MESMO...TEM MUITO DESVIADO DENTRO DE IGREJA) é só lembrar de como se era tão mais sensível e repulsivo ao pecado no começo da caminhada, de como buscar ao Senhor tinha uma prioridade tão mais intensa, de como a vontade de ajudar as pessoas a conhecerem a verdade era como um fogo dentro do coração;;;;;;;; se tudo isso já não é como era é uma evidência de que tem ocorrido o que Paulo chama de "conformação com o mundo". Independente do que outros tenham feito (seja quem for) minha busca pelas coisas do reino não pode esmorecer de jeito nenhum e para isso tenho que fazer o que o mesmo Paulo recomenda em Romanos 12 que é renovar minha mente pela Palavra.
Querido, a responsabilidade quanto ao nível de comunhão com Deus é exclusiva sua. Manter a lâmpada cheia de óleo é dever de cada um. Não importa se alguém veio e derrubou sua lâmpada e o óleo caiu....é responsabilidade de cada um ir ao Senhor e buscar ser cheio novamente.
Servir ao Senhor é um privilégio e não um fardo...se para você tem sido um fardo pesado é por que você ainda não deixou Jesus carregar.
Seja sempre firme e constante na Palavra. Não seja daqueles que retrocedem!

Peço que o Senhor te dê o espírito de revelação e sabedoria para que você alcance o pleno conhecimento do nosso Senhor Jesus!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Indecis...Confu...com dúvii...

Tudo escuro. De repente estou num combate. É muito confuso. Me movimento com cuidado por que conheço o ambiente, sei onde estão os móveis. Um empurra e puxa que exige muito esforço. Mas o mais estranho e o que considero ser o meu maior conflito é que nem sei ao certo se deveria estar lutando. O outro do combate (que nem sei dizer se é oponente) me confunde com movimentos semelhantes a puxões para perto dele e em outros momentos com empurrões me jogando no chão. Comigo mesmo me pergunto: Oras, por que ao invés de lutar não pergunto? E como resposta me vem outra pergunta: por que será que ele continua nesse combate? Penso que por ele ter algo pelo que combater comigo deve ser algo que mesmo eu desconhecendo não posso ceder. Ou que ainda pra ele nem seja um combate. Mas são só pensamentos entre outros. Na verdade o conhecer o ambiente já não é algo que tem feito tanta diferença. Apalpo as paredes procurando o interruptor, mas não encontro. E se ele não consegue me ouvir? E se ele está pensando o mesmo que eu? Se eu parar de lutar com ele e me machucar? E se continuar lutando e vencê-lo, machucando-o e perceber que não era um inimigo?
Doido isso! Confuso, não!?
Ser humano implica em tomadas de decisões diárias. É fato que Deus não se intromete. Mas não posso considerar intromissão alguém que tome uma decisão por mim quando eu mesmo pedi isso. Quando peço para Deus me dar uma direção, Ele me dá. Mas isso só acontece quando meu pedido é sincero. Quando realmente tudo que eu quero é fazer a Sua vontade. O problema é que muito facilmente isso de “querer fazer a vontade de Deus” é usado como substituto imediato, ou uma falsa justificativa que intenta camuflar o medo de assumir as conseqüências das tomadas de decisões. Deus sempre responde o pedido dos seus filhos. Como no Getsemâni, o silêncio de Deus também é uma resposta. Na verdade o silêncio, nesse caso, é só o atestado de que algo que já foi explícito se mantém imutável. Pedimos a Deus uma direção e quando a resposta não vem como queríamos ou vem simplesmente o silêncio, continuamos a pedir, pedir, pedir...buscando na verdade (como se fosse possível) manipular a Deus exigindo respostas e direções segundo nossos próprios princípios. A vontade de Deus é sempre boa, agradável e perfeita. Ainda que baseado em nossos pensamentos quando as direções que tivermos parecerem loucas, se tu souber que vem de Deus...confie...quando o silêncio parecer não romper...mantenha a posição original ou pode ser que aquela “loucura” que lhe passou pela cabeça seja a resposta perfeita. Nossos pensamentos são menores do que os dEle, por isso é difícil assimilarmos a natural perfeição de Deus e mais fácil nos escondermos e fugirmos de encararmos as ditas “loucuras” que vieram como respostas. Busque a Deus com intensidade. A intimidade com Ele vai fazer com que o sobrenatural seja tão constante que vai chegar o tempo onde ele se tornará apenas natural.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Conversa boa...

A vida fala...fala de coisas que nem sempre serão simplesmente compreensíveis...

A ordem nas palavras nem sempre trarão ordem à desordem...

A maioria de nós temos uma definição de vida ideal mas vivemos somente um esboço desse ideal...

A idéia de que o silêncio fala, é interessante...mas ser ouvido pelas palavras ditas é bem mais humano...

Ser espiritual não é deixar de ser humano...pelo contrário, quanto mais me desenvolvo espiritualmente estou mais próximo de me tornar um humano pleno.

Só a graça de Deus explica o porque da ira de Deus não me consumir todos os dias...

Buscar a “vontade de Deus” às vezes é só uma desculpa pela covardia ao assumir pelas conseqüências das decisões...

Decisões inusitadas nos abrem possibilidades até então inimagináveis...

Uma mente sem um foco definido, torna o mais próximo pensamento como principal...

Só é livre aquele que reconhece que até a escravidão, a linha é tênue...

Quando nos preocupamos com coisas importantes, Deus trata com as essenciais...


É provável que cada uma dessas frases daria (ou dará) bons textos...mas hoje só quero compartilhar o que uma boa conversa me fez pensar...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Desobediência por insensibilidade

Hoje pela manhã acordei disposto a começar diferente esse ano e fazer com que todo ele seja diferente. Sabe quando a gente acorda meio que eufórico já!? Pedi a benção e consagrei meu primeiro dia de trabalho ao Pai. Acordei em cima da hora e me agilizei para não atrasar. Sendo o primeiro dia não queira chegar atrasado de jeito nenhum. Ao fechar o portão ao sair, “aquela voz” me disse para pegar umas moedas para o ônibus me relembrando de que pela manhã dificilmente os cobradores tem troco para notas maiores. Mas eu estava tão preocupado em não chegar atrasado que simplesmente ignorei tendo quase convicção de que eu teria nota menor para o ônibus. Ok. Cheguei no ponto, fechei o guarda-chuva e enquanto esperava “aquela voz” me disse para olhar a carteira. Qual foi a surpresa!? Só tinha duas notas de R$50,00. Em outras circunstâncias tal surpresa não seria nem um pouco desagradável, mas na hora não foi muito confortante vê-las ali. Por norma os ônibus já deixam bem avisado de que o troco máximo é de R$20,00. Bem, fui em uma loja de frente ao ponto. Não tinha troco. Voltei ao ponto e logo chegou um ônibus. Ao entrar nos degraus da porta entrada preferi perguntar se teriam troco para R$50,00 e sem muita preocupação a cobradora disse que não e voltou a conversar com um passageiro lá. Tive que descer. Corri num posto de gasolina, e em outro...e nada. Nessa caminhada em busca de trocar o dinheiro já estava rindo sozinho ouvindo “aquela voz” dizendo: eu te falei! Àquela altura, o tempo que havia perdido para tentar trocar o dinheiro já me faria atrasar se eu fosse de ônibus. Peguei um táxi. Gastei mais que o triplo, mas cheguei no horário.


Mas o que mais me motivou a compartilhar essa situação é isso de pedir a benção dEle e não confiar totalmente nessa petição concedida. Hoje foi uma situação onde, sem muitos agraves, eu simplesmente chegaria atrasado no trabalho. Nada de grandes conseqüências. Mas se em algo tão simples fui capaz de simplesmente ignorar “aquela voz”, o que me garante que não tenho feito o mesmo em outras situações? Quando peço a companhia e a direção do Espírito Santo, me é concedida imediatamente. Mesmo sabendo disso, você e eu estamos sujeitos a pedir a benção e por simples escolha ao mesmo tempo rejeitá-la. No caso das moedas eu pretensiosamente julguei irrelevante o que “a voz” havia me dito. Julguei que seria uma preciosa perca de tempo retornar para pegar moedas. E isso me remete a palavra...mesmo quando em meio ao mar agitado parecer insano sair do barco ainda mais para andar sobre as águas, se for Ele que estiver chamando posso e devo confiar e ir.



Pai, vou estar mais sensível para não desobedecê-Lo e me poupar de gasto e desgaste desnecessário...rs...